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Ervideira ou a arte de bem receber

A meio caminho entre Évora e Reguengos de Monsaraz encontramos uma das seculares empresas vitivinícolas nacionais. A Ervideira, que produz vinho desde 1880, aposta no enoturismo, na adega e nas WineShops que tem nas duas cidades, o que lhe valeu, já pela segunda vez, a distinção de Excelência do TripAdvisor.

“O enoturismo é para nós extremamente importante”, diz Duarte Leal da Costa, que é o rosto da Ervideira. A empresa junta duas propriedades – o Monte da Ribeira e a Herdadinha – pertença da família Leal da Costa, que remonta até ao Conde de Ervideira. O conde, que recebeu o seu título de D. Carlos I em reconhecimento pelo trabalho social na região, começou a produzir vinho em 1880.

Aervideira wineshop Adega recebeu cerca de 30.000 visitantes em 2015, “um número que superou as nossas expetativas”. Os enoturistas portugueses são claramente a maioria, mas também houve espanhóis, franceses, brasileiros, e outros curiosos do vinho, ultrapassando as 40 nacionalidades. Ali, os visitantes podem provar os vinhos e, sob marcação, visitar as vinhas e os outros espaços de produção dos néctares da Ervideira, bem como em alturas específicas, como as vindimas, usufruir de programas especiais.

O certificado de Excelência do TripAdvisor que a empresa recebeu pelos serviços prestados na Adega Ervideira, é baseado nas avaliações feitas no site pelos visitantes e clientes do espaço, e é atribuído apenas quando se verificam apreciações consistentemente excecionais.

Para Duarte Leal da Costa, “este reconhecimento é para nós uma fonte de orgulho, pois temos como objetivo receber ‘Muito Bem’ e isso é comprovado pela satisfação dos clientes perante as experiências que viveram nas nossas lojas, nomeadamente na Adega”. O responsável acrescenta que “para nós, é da maior importância que os visitantes destes espaços possam não só provar os vinhos mas também experienciar um pouco daquilo que é a produção dos nossos vinhos bem como saiam com o sentimento de aprenderam mais sobre os vinhos. Ficamos muitíssimo satisfeitos por saber que o balanço destas visitas é tão positivo”.


4 escolhas

O produtor alentejano tem um portfólio bastante amplo, com sete marcas e diversas gamas, pelo que “o consumidor pode encontrar um bom vinho Ervideira para cada momento”, garante o diretor executivo. Destes vinhos escolhemos alguns dos mais emblemáticos para vos apresentar:


Com água também se faz vinho

A Ervideira tem 160 hectares de vinha – 110 hectares na Vidigueira, para os brancos, e 50ha na Vendinha – que dão origem aos vinhos da Ervideira, com base em 12 castas autóctones (que representam mais de 90% da produção), a que se juntam a internacionais Cabernet Sauvignon e a Syrah.

Sempre a inovar
30.000 garrafas de Conde D’Ervideira Vinho da Água foram submersas no Alqueva

O diretor executivo da empresa explica que a Ervideira tem procurado sempre inovar e ‘desbravar’ caminho. A mais recente inovação foi submergir nas águas da albufeira de Alqueva – junto à Amieira Marina, empresa que colaborou no projeto – 30.000 garrafas do vinho Conde D’Ervideira reserva de 2014 para completar os oito meses de estágio em barrica. Em outubro de 2015 foram submersas numa zona sem corrente, com ausência total de luz e temperatura constante e em abril um primeiro lote foi lançado no mercado.


Na prova as diferenças são notórias, o Conde D’Ervideira reserva 2014 é um típico vinho alentejano, forte, e o Conde D’Ervideira Vinho da Água está mais suave e elegante. Uma aposta ganha para Duarte Leal da Costa e o enólogo Nélson Rolo. Uma dupla que já há muito tem vindo a romper com a tradição. Foi o primeiro produtor de vinho a plantar a casta Touriga Nacional no Alentejo (1991); foi também a primeira casa a produzir espumantes certificados no Alentejo (2000); bem como a fazer vindima total à máquina (2000) e colheita noturna (2000); ou a transportar as uvas em camiões refrigerados (2000) e a produzir um vinho Branco com uvas tintas no Alentejo (Invisível, em 2009). E, fruto de uma parceria com a Corticeira Amorim (em 2014), os primeiros vinhos – a nível mundial – a terem a rolha Helix (uma rolha de cortiça com rosca, que pode ser reutilizada) forma o S de Sol e o Lusitano.

 

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