Acontece, Pinhel

Saberes e sabores na Feira das Tradições de Pinhel

Todos os anos, os saberes e os sabores de Pinhel mostram-se naquele que é o maior certame de inverno da Beira Alta. A Feira das Tradições já vai na sua edição nº22 e leva até à Cidade Falcão dezenas de milhares de forasteiros.




O território, a sua história, a gastronomia e as gentes de Pinhel são os protagonistas de uma feira que se impôs no panorama de toda a região dos dois lados da fronteira. Lá está o mel, o vinho, o azeite e até a pedra que desde tempos imemoriais são trabalhados pelas gentes do concelho, que têm na agricultura a sua principal ocupação. Mas também há música. Muita música para todos os gostos e até de madrugada.

E aqui também se come. Há enchidos, queijos e o cabrito que faz parte da ementa típica dos pinhelenses. Há petiscos para os mais gulosos e mesa farta para os mais afoitos, com muitas tasquinhas a encherem-se de povo que vem de todos os lados.

E, claro, há também gente de outras terras que aproveita o certame para expor os seus produtos, mais ou menos artesanais, mais ou menos diferenciadores.

O próprio arranjo espacial dos pavilhões que agora acolhem a Feira das Tradições e das Actividades Económicas de Pinhel – que este é o seu nome completo – permite perceber-se a intenção da Câmara Municipal, que toma a seu cargo a organização do certame. Primeiro estão as freguesia, todas representadas com o que de melhor têm e fazem, num espaço que é encimado por um palco onde a música tradicional é rainha.

Depois seguem-se os produtores de sabores diferenciadores do concelho. Num espaço de apresentação cuidada, são mostrados os vinhos, o mel e os azeites, mais as ervas aromáticas e doces. Muitos destes produtores souberam pegar nos produtos tradicionais e dar-lhes novas roupagens. Juntaram imaginação aos saberes tradicionais e criaram novos produtos e sabores surpreendentes com produtos autóctones.

Os Sangre Ibérico na Feira das Tradições em Pinhel
Concertos todas as noites com casa cheia

Aqui, o percurso dos visitantes bifurca. Virando-se à direita estão presentes as instituições do concelho e também os convidados que chegam do outro lado da fronteira que agora parece ser apenas uma linha que une (longe vão os tempos em que Pinhel era “guarda-mor do reino e senhorios de Portugal”, como lhe chamou D. João I). É aqui que os pinhelenses podem ver o trabalho que se faz no agrupamento de escolas do concelho e olhar orgulhosos para a robótica que os seus filhos parecem tratar por tu. Seguindo-se em frente, chega a zona das actividades económicas que completa o nome da feira. E aqui, é claro, há empresas que chamam mais a atenção do que outras, stands que têm sempre gente por perto, ou porque fazem a demonstração de como a tecnologia permite fazer furos para a água, ou porque um copo de ginginha junta sempre uns amigos.

Finalmente temos as tasquinhas e o palco principal por onde passam alguns dos artistas do momento e DJs que asseguram a animação noite dentro. A 22ª edição da Feira das Tradições de Pinhel foi apresentada como “a melhor de sempre”. Mas a melhor será sempre a do ano seguinte. E é bom que assim seja.

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