Madeira, Porto Santo

O segredo mais bem guardado

O segredo mais bem guardado da Madeira está mesmo ali ao lado a 43 quilómetros a nordeste: é a ilha de Porto Santo, com extensos areais, um clima seco e estável e uma temperatura de água que convida a um mergulho o ano inteiro.

Apesar da sua proximidade com a ilha da Madeira, a pequena ilha de Porto Santo apresenta um grande contraste com a principal ilha do arquipélago. Onde ali tínhamos o verde, aqui temos os tons da terra; onde ali tínhamos os areais de um negro vulcânico, aqui temos os 9 quilómetros de areia dourada.

Com apenas 11,4 quilómetros de comprimento por 6 de largura, a ilha de Porto Santo convida a dias pacatos, explorando o seu território por veredas tratadas com esmero que nos levam a percorrer o seu relevo, a conhecer o norte mais acidentado.

Em Vila Baleira, a única sede de concelho do país que não deu nome ao seu território, celebra-se Cristóvão Colombo. O navegador genovês – ou será de Cuba? – viveu aqui após casar com Filipa Moniz, filha de Bartolomeu Perestrelo, e aqui foi que começou a gizar a aventura que culminaria com a descoberta das Américas. A casa onde Colombo viveu é hoje um museu que homenageia a sua figura e lembra a sua passagem por Porto Santo.

A historiografia apologética do anterior regime atribui o nome da ilha a episódios da viagem de descoberta da Madeira, mas hoje sabe-se que não foi assim. Ainda antes de os portugueses se aventurarem por estas paragens, já na baixa Idade Média alguém tinha encontrado refúgio na ilha e dado-lhe o nome de Porto Santo. Não se sabe quem terá sido mas para o provar existe o chamado Atlas Medicis, de 1370, que já menciona Porto Santo.

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